Há coisas melhores pra se falar, seja construtivo. Tenha testemunho que nos seja útil. Seja construtivo com sua depressão...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Queria muito que muito soubeste o quão mal me fazes

Ao invés de fechar as mãos e levá-las compulsivamente de encontro à parede, preferi papel e caneta. Nos momentos em que a raiva toma posso dos sentidos por inteiro as pessoas parecem perfeitamente iguais, por isso me fascinam os marginais de compulsão, afinal engolir calado sempre foi quase tão difícil quanto pensar. Constantemente me questiono sobre o que realmente somos ou para que fomos feitos e estanco sempre que penso na perfeita simetria que é a vida. Talvez seja apenas parte do fluxo, ou porque quer muito Deus... Pois que assim seja.

Graças a Deus então, que ainda não temos boas explicações para os sentimentos, uma vez que inexplicáveis, podem muito bem as minhas idéias terem algum sentido quanto a eles. Supus então que fosse genético, embora sem muito sentido, no momento dessa “descoberta”, levantei para o céu as mãos que Deus me deu e, mais irônico que antes, agradeci a ele por eu ser recessivo, por ele ter concedido a mim e a mais alguns outros a tarefa que supostamente Lhe cabe. Agora eu e mais uns outros temos de salvar o Vosso mundo. “Mas Deus, nem Jesus, nem mesmo Ghandi conseguiram, como nós...?”

Deixemos isso de lado. Mesmo não tendo socado a parede antes, alguns minutos depois não me contive. Os minutos, pra ser mais exato, não era a melhor forma de representar o tempo, a demora foi tocar no rádio like spinning plates. Logo em seguida, como se a última não me bastasse, dollar and cents me fez sair de mim. Baixar a cabeça sobre a folha foi incontinente, encharcá-la foi conseqüente. Reli todo o texto e percebi que, por mais que a caneta e o papel fossem as armas preferidas por mim, ainda não me eram suficientes, não precisavam minha revolta, não por não ter sido bem disparada, estava apenas muito spreada, era muito divergente, mas não convergia o suficiente, e como um texto não precisava obedecer qualquer lei física, eu podia fazer isso. O fato é que eu preciso mirar apenas a uma pessoa, preciso agora convergir, mas eu nunca fiz isso, nunca fui assim e temo nunca um dia ser.

sábado, 20 de novembro de 2010

Desesperança...


Uma vez, numa história dessas sobre a vida e tudo mais, me vi inquieto quanto à possibilidade de não concretizar algo que comecei.

Não que me mantive inerte perante as outras muitas façanhas, ou que nunca fui pego de surpresa por uma imprevisibilidade tão previsível, é que a idéia de as coisas saírem um pouco da linha me causa um mal-estar irreparável, incontinente e assustador.

Sim, irreparável, não por não sair da cabeça, ou por não ter, de fato, cicatrizado. Talvez devido à diabetes nada em mim nunca cicatrizou realmente. Irreparável por existir sempre, por ressurgir nos momentos mais importunos e por danificar todo e qualquer belo momentâneo momento... Até os sonhos...

Incontinente, de fato! Talvez somente por egoísmo, já que sempre prefiri ser um filho da puta mimado, que faz as coisas à sua maneira por ver em grandes heróis pedaços de sua consciência, a um filho da puta cego, de cérebro e de coração, que dispara seus nãos a torto e a direito e cospe seco as vontades do fundo do peito...

Assustador, bem como tudo que me é novo, sendo que um pouco mais dessa vez... Talvez por por em jogo coisas que nunca me valeram tanto, como as pessoas as quais mais amo e minhas mais novas roupas...