Há coisas melhores pra se falar, seja construtivo. Tenha testemunho que nos seja útil. Seja construtivo com sua depressão...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Progressão previsível

Hoje, senti fumaçar.
Bem mais que ontem, que mês passado..
Hoje, algo corrompido corrompeu algo meu e me fez tombar pela milésima vez em alguns dias..
Eu tive medo de morrer em definitivo..
Hoje eu me senti mais preso do que ontem, que anteontem...
E como se o meu sorriso fosse secreto, ninguém o via como realmente era
Era somente eu, eu e outros milhares de sorrisos sem qualquer timidez
Só hoje eu me deparei com a plena confiança e a verdadeira felicidade
E foi bom, durou mais que alguns segundos..
Amanhã, eu morri.. Não resisti a cirurgia. Ela foi incrivelmente linda, me levou pra voar
numa bela sapataria. Foi quando conheci a tal felicidade e, consequentemente, mostrei a ela
o que chamam de confiança..
A cirurgia de amanhã foi demais pra mim, acabei por não aguentar o turbilhão de informação
que não me interessava e realmente morri, em definitivo. Desde então, morri a cada cirurgia..

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A prisão imperceptível

Corpos conjuntos e não tão suscintos à penumbra me mostram limitação
Uma pá de birra, outra de algodão, acelera o compasso inerte da abstração
Com tal velocidade veloz que me reduz a realidade real do mundo real
e por mais que se cante revolução, eu estou destinado a desistir, ou agora ou nunca mais...
Uma necessidade de emoção e criação se apodera da imaginação que eu não criei nem inventei
E a esperança q um dia alimentei, acabei de começar a matar de fome e açúcar
Antes de uma provável precipitação, eu grito por aceitação e compreensão
Grito por conciência e repudio a exatidão baseada nos concretos que um dia fizeram o próprio Einstein se precipitar
E oq dizer daqueles sem poder de absorção e admissão? Que por mais q vejam um pé, morrem afirmando ser uma mão. Bem como caramujos, esses vão tecendo sua bela ilusão trancafiados num universo um pouco maior q 3 cm, cheios de certezas fundadas em algo infundado..

..são os pobres que não conseguem discernir as flores das rosas, a China do Japão...

sábado, 19 de setembro de 2009

Paradoxo

Analisando a filosofia e aplicando-a a atual situação vivenciada por mim,
chego a perceber o quanto estou ao chão.
Como posso complementar a minha contradição? Platão não está aqui agora para explicar-me
sobre toda a complexidade contida na verdadeira essência e não temos um novo Einstein. Fato!
Mas temos muitos, muitos mais paradoxos do que antes, do que o Platão e o próprio Einstein e a tendência
é que esses aumentem exponencialmente com o passar dos anos..
Minha agonia é tão desesperadora a ponto de me levar a apelar para a fé. A fé baseada em possibilidades
impossíveis.. A certeza na existência de algo maior, de um Deus que fez de si livre e criou simplesmente
todas as coisas as quais buscamos compreender e logo em seguida, sumiu. E se a ideia for exatamente essa?
Se esse Deus for nós mesmos? E se estamos criando coisas que uma futura geração venha a indagar bem como fazemos agora?
Isso depois de uma possível catastrofe universal, claro. Tipo o Big-Bang. Como faz sentido!
Enfim, por pensar coisas assim que prefiro ter fé, essa é a condição estipulada para não enlouquecer!

Outro alguém..

..E se possível, ao norte contigo irei, não pelo amor que por ti sinto,
nem pelo fervor que, embora ausente, nunca deixou de estar aqui..
Por essas ideias eu iria ao norte, mas só por elas. As várias simulações esdrúxulas
me soam tão patéticas e pouco tentadoras que chego a sentir vergonha por tal título atribuído.
Imponente e destemido, levantaria também o teu pendão e o defenderia com força semelhante ao meu.
Quase incansável, vou buscando um outro vênus, um outro alguém além de ti, caro amigo. Alguém que me fascinasse
de forma semelhante ao menos, ou que me tentasse, que me influenciasse como o Wilde e que tivesse
toda minha atenção ao ameaçar falar.
Eu quero outro alguém, não por mim, claro. Alguém por você, somente por você..

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

That's all I do..

Ultimamente, tenho estado contente..
Devido a esse jeitão eloquente, tenho te apaixonado incondicionalmente
E mesmo contundente, em seus dois sentidos, adentro em meu sub-conciente,
Pois meu conciente é composto de uma abstração demente
Que faz de mim, alguém inconsequente, apesar de meus "realmentes"
Indago-me sobre esse sentimento emergente,
Sobre estrelas reluzentes que tenho visto diariamente
Incandescentes como ouro quente,
Imponentes como os herois de antigamente...
Mudanças sem explicação, nem anatomicamente, nem fisiologicamente, respectivamente..
Essas são só, e somente só, as faláceas infinitas de um cara doente, porém, com um coração valente e completamente marginal...
E por mais que isso tudo soe displicente, me permito te amar..




Ricardo Carvalho..

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Não parem os relógios...

O que mais tenho lamentado é o fato de minhas melhores ideias surgirem nas minhas longas viagens diárias de Igarassu até o Espinheiro..
Algo que tenho feito bastante é indagar a minha própria "sanidade". Fico pensando até em que situação eu conseguiria me manter frio e penetrante, tranquilo e pragmático... Hum, eu não sou pragmático... Enfim, a história tem me ajudado a analisar os fatos sem sentir vergonha ou orgulho deles, avaliar e manter-se receptivo a opiniões e possibilidades... Sou defensor da ideia que vê os fatos como algo que estão bem além do bem e do mal, do certo e errado. Tudo está relacionado ao momento e as ações...
Sou idealista.. Hum, eu não sou pragmático. Teria que ser pouco idealista pra isso. Mas será que lá pelos 25 ou 30, quando meu bom senso for melhor do que ele tem sido, eu serei pragmático? Necessidade talvez? Me lembro tão bem dos 16 anos, quando eu sabia de tudo e era o melhor dos sujeitos.. Por mais que eu não queira ser hipócrita, o ser humano é a contradição em si.. Mutações a cada primavera, metamorfóses artificiais ou naturais.. É realmente algo que me fascina =)
Aos 22, prefiro adotar esse jeito "em cima do muro". Talvez por isso agrade tantas legiões sem pertencer a nehuma delas, sem seguir regras impostas por ninguém... Como se já não me bastasse as impostas por alguém.. Subestimar é estar sujeito a surpresas, e surpresas, só das boas que eu gosto.
Por fim, ando procurando a beleza no que é de praxe, procurando sentido pra coisas como o que nos leva a ser pragmático... Eu procuro a satisfação, não quero me submeter a prática..

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Um tributo a Machado

A falta


Te peço permissão, grande machado, para parametrar a minha razão e sua loucura.
Assim como você, viajei entre séculos
Só não fui capaz de enlouquece-los..
..nem me levei a sério o bastante.
Como te queria de volta, meu grande machado.
Eu, sozinho e só, não conseguiria eletrizar montanhas condensadas.
Pelo bem das montanhas, me deixo ser você.
Faça seu eclipse lunar e me deixe ser seu reflexo.
Acho q não preciso de uma vaidade tão narcisista assim, prometo que usarei meu egoísmo da melhor forma
Quero sua loucura, já que minha razão é insípida..
..razão vista num machado qualquer.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Capitalismo Selvagem

Bem, esse foi meu sonho noite passada...

Dia de vestibular, dia de redação. A sala cozinhava enquanto eu molhava os lençois de minha cama de suor (odeio dormir bêbado). Acho que essa foi a primeira vez em que eu estive em dois lugares ao mesmo tempo. Imagine um cara, ainda bêbado, tentando pensar em começar uma redação que tinha como tema "Capitalismo selvagem". Rapaz, eu me debati demais na cama, querendo formular ideias, umas mais fúteis do que as outras.. O pior é q entre os dois lugares, havia um "subconsciente", e nesse subconsciente, tinha um filho da puta que me enchia e me tirava a concentração..

Um tanto mais são agora, mais lúcido, penso sobre o tema relacionado e vejo que me daria muitíssimo mal nessa redação.. Seria meio impossível não expor minha opnião em meio a tanta desordem, tanta hipocrisia.. O que dizer então da nossa sanidade mental? Do nosso senso de certeza e convicção? Temos o péssimo hábito de dizer um "porque sim" categórico quando não temos argumento e isso é algo que me faz rir, pois transpassa insuficiência de uma forma facilmente notada

Farto de liberdade e democracia, me sinto bem por viver num lugar onde a alienação ainda não deu as caras.