Uma vez, numa história dessas sobre a vida e tudo mais, me vi inquieto quanto à possibilidade de não concretizar algo que comecei.
Não que me mantive inerte perante as outras muitas façanhas, ou que nunca fui pego de surpresa por uma imprevisibilidade tão previsível, é que a idéia de as coisas saírem um pouco da linha me causa um mal-estar irreparável, incontinente e assustador.
Sim, irreparável, não por não sair da cabeça, ou por não ter, de fato, cicatrizado. Talvez devido à diabetes nada em mim nunca cicatrizou realmente. Irreparável por existir sempre, por ressurgir nos momentos mais importunos e por danificar todo e qualquer belo momentâneo momento... Até os sonhos...
Incontinente, de fato! Talvez somente por egoísmo, já que sempre prefiri ser um filho da puta mimado, que faz as coisas à sua maneira por ver em grandes heróis pedaços de sua consciência, a um filho da puta cego, de cérebro e de coração, que dispara seus nãos a torto e a direito e cospe seco as vontades do fundo do peito...
Assustador, bem como tudo que me é novo, sendo que um pouco mais dessa vez... Talvez por por em jogo coisas que nunca me valeram tanto, como as pessoas as quais mais amo e minhas mais novas roupas...
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